A Laranja Podre do Brasil

julho 30, 2012

CLIQUE AQUI E ASSINE A PETIÇÃO NO SITE DA AVAAZ 

O texto abaixo é de Luiz Nassif e retrata a atual realidade da citricultura brasileira. O problema vem de décadas e nunca houve um posicionamento enérgico por parte do governo, nem mesmo pelo Ministério Público. Agora o problema se alastrou de tal forma que chegamos em uma crise, praticamente irreversível, que irá contabilizar BILHÕES em prejuízos aos produtores. Isso implica em tantas outras sequelas, como por exemplo, a perda das propriedades para bancos – dada a impossibilidade dos produtores saldarem suas dívidas, contraídas para investir nas safras.

Estamos assistindo ao início do ENTERRO da agricultura no país. Se agora isto ocorre com a laranja, em breve ocorrerá com a soja, com o milho, com o trigo, etc, assim como Já ACONTECEU com o leite há muitos anos, que mantêm-se sob o comando das indústrias de laticínio.

 Investir em agricultura no Brasil, por ironia, é o pior negócio que se pode fazer. Em breve, até os tão procurados “alimentos orgânicos” estarão tão contaminados com a sujeira do agro-negócio que se tornará tão tóxico quanto o próprio governo.
(*) NOTA IMPORTANTE: Até a data em que o autor escreveu o texto abaixo- 15.05.2012, publicado no site da “Carta Capital” – a crise ainda não havia explodido. Hoje, as indústrias nem sequer querem diálogo com os produtores, alegando que já possuem o estoque lotado. Há apenas negociantes inescrupulosos, que estão se aproveitando da crise, para oferecer aos produtores nada mais do que R$ 1,00 (um real) por cada caixa de 40 Kg colhida. Detalhe:  um simples copo de suco nos restaurantes de São Paulo, é vendido pelo  preço de R$ 5,00 a R$ 10,00.

Quando a economia começou a se abrir, depositavam-se no CADE (Conselho Administrativo de Direito Econômico) e na Secretaria de Direito Econômico (SDE) as esperanças de atuação objetiva contra a cartelização da economia. Sua desmoralização começou com Gesner de Oliveira, no CADE, e o escandaloso processo de aprovação da compra da Antarctica pela Brahma.

Depois, na gestão Grandino Rosa, no escandaloso episódio da compra da Garoto pela Nestlé. Escandalosa não foi a decisão do CADE – negando a aquisição – mas de Grandino em uma explosão contra o próprio colegiado que presidia.

O terceiro episódio escandaloso são os movimentos do CADE em relação à concentração no setor de suco de laranja – e aí sai-se do governo FHC e entra-se no governo Lula, especificamente na gestão Márcio Thomas Bastos na Justiça.

Não há paralelo, no país, da ação mais predatória que a do cartel da laranja. Mesmo assim, uma denúncia de formação de cartel emperrou no Ministério da Justiça e só agora, muito lentamente, começa a ser retomada.

Ontem, no Seminário “A Internacionalização do Agronegócios”, do projeto Brasilianas, o presidente da Associtrus (Associação Brasileira dos Citricultores), Flávio de Carvalho Pinto Viegas, apresentou um relatório detalhado das práticas predatórias do cartel.

São três grandes empresas controlando o mercado mundial, mais de 50% do mercado da Flórida e associadas às grandes engarrafadoras de sucos.

Hoje em dia já produzem mais de 50% de suas necessidades. Pagam os produtos abaixo do seu preço de produção e fazem o lucro no exterior.

Com esse poder de mercado, fazem o que querem com as cotações da Bolsa de Nova York. Na época da compra da safra jogam o preço lá embaixo. Depois, os preços retornam a patamares elevados.

Esse massacre começou em 1993, quando o setor se uniu para tirar do mercado a Frutesp, única usina de cooperados, que impedia o aviltamento dos preços da laranja. Na época, o setor contava com 130 mil citricultores. Hoje em dia, não são mais que 8 mil.

A falta de atenção do Ministério da Justiça permitiu abusos inomináveis para com produtores brasileiros.

Para manter a cartelização, as empresas  dominaram os terminais e navios graneleiros na Europa, Ásia e Estados Unidos. Montaram estratégicas de exclusão dos novos entrantes, através de dumping e cooptação de fornecedores.

Dominando o mercado, passaram a recorrer a todo arsenal dos cartéis, com contratos precificados, prazos e formas de pagamentos definidos unilateralmente, ausência de remuneração por qualidade, quebras de contratos.

Nos Estados Unidos, como existe legislação anticartel, os produtores da Flórida recebem US$ 14 dólares por caixa. No Brasil, os fornecedores reivindicavam ao menos US$ 10. A indústria ofereceu R$ 8,00 (* leia nota acima).

Recentemente, a Abecitrus fez um levantamento entre os preços internacionais do suco de laranja e os registros de exportação. A diferença chegava a US$ 775 milhões – indícios claros de subfaturamento.

No momento em que o país rompe com vários dogmas econômicos, não se pode varrer para baixo do tapete o que está ocorrendo com a citricultura.”

Add to FacebookAdd to DiggAdd to Del.icio.usAdd to StumbleuponAdd to RedditAdd to BlinklistAdd to TwitterAdd to Yahoo BuzzAdd to Newsvine


Chegando aí: Blackmagic Cinema Camera

maio 2, 2012

O mercado de video/cinematografia está pedindo uma câmera realmente revolucionária, que supra as deficiências das DSLRs mas que ao mesmo tempo possibilie a mesma linguagem de imagem. A Canon poderia ter inovado novamente se quisesse, assim como quando lançou a revolucionária 5D Mark II, mas ao invés disso lançou a 5D Mark III sem grandes surpresas e sem a atenção que o mercado exigia. A Canon falhou! Manteve o raio do codec H264 e não permitiu uma forma de capturar o vídeo sem compressão, não melhorou o sistema de foco (para video) e deixou todas as grandes novidades para a C300, uma câmera de cinema espetacular, mas que exige um investimento de ao menos 20.000$ (nos EUA) para ser funcional.

Enquanto isso, a Blackmagic Design, desenvolvedora de um dos principais softwares de colorização para cinematografia, o Da Vinci Resolve – o qual pertencia à Da Vinci Systems, adquirida pela Blackmagic em 2009 – e uma série de outros equipamentos geniais, anunciou a Blackmagic Cinema Camera. Será ela a câmera definitiva nessa categoria? Vejamos!

Dentre as principais vantagens da BMCC estão: resolução de 2,5k gravando em RAW (sem compressão), no espaço de cor 4:2:2 e em 12 bits – ou com compressão apple Proress 422 em 1080p. Além disso, possui  baioneta de encaixe para lentes EF, o que nos permite usar lentes Canon e Zeiss, entre outras, uma latitude de exposição de  13 stops – contra os sofríveis 11 da Canon 5D MKIII, armazenamento de dados em HDs solid state drive (SSD) e uma série de outras pequenas coisas bacanas, que não convém relacionar, pois no final do artigo irei colocar uns links legais.

A câmera será lançada em julho e irá custar MENOS do que uma 5D MK III – cerca de U$ 3.000 (nos EUA), com o para-sol para o LCD e DETALHE, com uma cópia do Da Vinci Resolve 9.0, que avulso custaria mais de $900,00. Porém, para poder operá-la é necessário comprar possuir um HD SSD, ao menos uma lente, um tripé e as alças “opcionais” para segurá-la (v. em desvantagens).

Acabei de entrar nesta página do principal endorser e “beta-tester” John Brawley e assistir a todos os testes que ele publicou: http://vimeopro.com/johnbrawleytests/blackmagic-cinema-camera

Pelo que vi, impressionou bastante a latitude de exposição que diz-se ser de 13 stops. Me deu a impressão de que ela se comporta melhor em situações com luzes muito baixas do que com altíssimas. O rolling shutter no primeiro vídeo (da moça passando máscara no olho) é muito evidente. De toda forma, estamos falando de uma câmera na faixa de preço de uma DSLR e que tem atribuições de uma verdadeira câmera de cinema.

Não obstante essas maravilhas, a meu ver, aqui vão algumas DESVANTAGENS:

– A primeira e importante que aponto, é o tamanho do sensor, que fica entre o Super 16mm e o Micro 4/3. A profundidade de campo aumenta, dificultando trabalhar com o foco seletivo – o que geralmente se busca ao filmar com DSLR (o que para o meu caso não é exatamente uma desvantagem) – E PRINCIPALMENTE o fator de CROP que irá causar nas lentes EF é algo próximo a 2,3x, o que significa que uma lente  50mm irá se comportar como uma  115mm. Uma 17mm, irá se comportar como uma 39mm. Péssimo… Além de mudar toda a percepção do fotógrafo com relação às lentes que já está acostumado (e que são o padrão para 35mm), é o fim das grande-angulares. Filmar em espaços apertados será tarefa quase impossível com essa câmera, a não ser usando-se lentes EF-S da Canon (ou similares), que vai diminuir bem esse prejuízo, já que são próprias para sensores APS-C, aproximando o fator final a 0,7x. Isso seria quase bom, se não fosse o fato de que EU NÃO COMPRO LENTES EF-S.

– A segunda desvantagem é o efeito “rolling shutter”, que são distorções causadas pela varredura linear do sensor CMOS, de forma não simultânea. Para explicar rápida e grosseiramente, no efeito “rolling shutter” as imagens captadas pelo sensor em cada quadro não são lidas instantaneamente e sim linha após linha (horizontal), ocorrendo um atraso na varredura da imagem completa. Isso significa que em uma panorâmica, elementos com linhas verticais, como um poste, por exemplo, irão aparecer distorcidos (inclinados) ou com pequenos soquinhos. Procure por exemplos de “rolling shutter” no vimeo.com ou mesmo no youtube, para entender melhor e visualmente, o que ocorre. Esse problema é comum em câmeras nessa faixa de preço e é algo normal. Ocorre também na própria 5D Mark III – que parece ter sido melhorada, comparando-se à Mark II.

– Bateria FIXA. Aqui uma “burrada” fenomenal. Bateria não removível? Como assim Senhor Blackmagic??? Ficou maluco? A bateria interna dura 90 minutos, depois disso – ou antes disso – é necessário usar uma fonte externa (ela possui conector 12V-30V DC e vem com um adaptador 12V AC), assim como a RED ou ALEXA. Ok… Mas essa não é uma RED ou uma ALEXA. É uma câmera que tem outra pretensão, ou seja, de ser pequena, simples, portátil, “barata”, comparada às demais. DEVE ter bateria removível. Imagine-se filmando com essa câmera em um local sem uma tomada energia elétrica próxima durante mais de 90 minutos e ficando sem bateria. Vamos carregar um gerador, ou bateria de carro só pra ligar a câmera? Para produções preparadas, OK, isso é possível, mas para aquele cinegrafista independente com poucos recursos, ou em um trabalho com pouca ou nenhuma assistência de outros profissionais… Fica difícil. A explicação do fabricante, a teor do que disse John Brawley (link no final da página), foi que “isso foi feito para não aumentar o preço da câmera, pois iria ser necessário um grande investimento para adaptar o chassi de alumínio”. A minha explicação é muito mais simples. Bull Shit!

– Design. Câmera bonitinha? Quadradinha? Fofinha? Cuti-cuti? Ô Senhor Blackmagic… Como é que se segura essa coisa? Ok ela tem duas alcinhas de metal na parte superior, para se colocar uma correia. Então vamos filmar com ela pendurada no pescoço? Hummm… Assim como eu, muita gente não tem os olhos na barriga. Logo, para o que é destinada, esta câmera DEVE ter um formato adequado e anatômico que permita ser manejada SEM o auxílio de quinquilharias. Por ser “pequena” é uma câmera que naturalmente o operador vai querer muitas vezes usar na mão. Não é sempre que se quer usar tripé na cena. Shoulders são pesados e incômodos. Steadicam é feito para fins especícicos… Assim, não interessa o que os engenheiros teriam que ter feito e nem o  que se precisaria sacrificar no “design”… E qual foi a solução? Ao invés de criar uma forma no próprio corpo, ou mesmo até simples alças de tiras LATERAIS (e não em cima), lançaram como OPCIONAL (sim, isso mesmo) um “chifre” de $200 que permite a câmera ser segurada na mão (foto acima). Essa coisa feia, meu querido, deveria vir de graça. Por outro lado, penso que mexer no foco segurando a câmera assim deve ser muito ruim ou mesmo impossível. Nesse quesito, portanto, ela é ainda PIOR do que uma DSLR, pois esta tem o grip. A BMCC prescinde, sem dúvida, de um shoulder ou algo do estilo para ser operada na mão com precisão. As próprias imagens dos vídeos-testes do John Brawley mostram bem isso.

Enfim… Essas desvantagens apontadas são defeitos sérios para muitos profissionais – inclusive eu mesmo. É possível que sejam corrigidas no(s) próximo(s) modelo dessa câmera, SE ela for bem aceita e não morrer. Mais uma vez, são decisões típicas de um fabricante ganancioso, mas que ao invés de viabilizar um equipamento completo de plano, resolveu guardar as modificações como “trunfos” para um próximo modelo e assim forçar os usuários a renovar o equipamento.

Com tudo isso, acredito que o saldo seja positivo, ainda que indiretamente. No mínimo, o lançamento dessa câmera vai forçar os fabricantes de DSLR a correr atrás das deficiências da nova geração ou lançarem modelos equivalentes de filmadoras a custo acessível. Mas esta é uma câmera que pode estar chegando para se tornar uma importante referência na cinematografia digital. Tanto para produções de ficção de baixo orçamento, como para documentários, séries, curtas e até mesmo um jornalismo muito bem feito, ela poderá ser de grande utilidade, mas muito do sucesso dela dependerá das melhorias nos próximos modelos.

Por enquanto, as suas limitações são muito prejudiciais para que ela seja primeira opção de compra, considerando-se as suas grandes concorrentes de peso, mesmo com todos os fantásticos atributos que citei no início. Mas vamos aguardar ansiosamente pelo lançamento em julho para comprovar tudo o que está sendo dito por aí, inclusive o que eu mesmo escrevi. A princípio, são tudo conjecturas baseadas apenas nas informações. Com a câmera na mão tudo pode mudar.

Aqui vão alguns links.

Do fabricante: http://www.blackmagic-design.com/products/blackmagiccinemacamera/

Um comparativo dos tamanhos de sensores: http://library.creativecow.net/articles/solorio_marco/NAB_2012-BMD-Cinema-Camera/assets/sensor_sizes.jpg

Da BH Photo: http://www.bhphotovideo.com/c/product/855879-REG/Blackmagic_Design_BMD_CINECAM26KEF_Cinema_Camera.html

O Blog do John Brawley: http://johnbrawley.wordpress.com/

Abraços.

Add to FacebookAdd to DiggAdd to Del.icio.usAdd to StumbleuponAdd to RedditAdd to BlinklistAdd to TwitterAdd to TechnoratiAdd to Yahoo BuzzAdd to Newsvine


Art is Everything!

fevereiro 10, 2012

Em setembro de 2011, a lumin8 realizou um vídeo para a marca Volvo, para o qual foram captadas imagens na Zipper Galeria, além de externas com o automóvel (XC 60) e a divertida entrevista com Fabio Cimino (o criador da galeria), tudo na cidade de São Paulo.

Ocorre que a Zipper Galeria me sensibilizou muito, assim que lá entrei pela primeira vez. É um daqueles lugares que se nota terem sido criados com paixão, com todos os elementos calculados de uma forma quase que científica e de uma beleza simples e singular, com cada obra em seu canto ideal.

Ao me deparar com tanta coisa interessante eu já sabia exatamente o que eu queria para aquele vídeo. Contudo, o que “eu” – o fotógrafo – queria, não tinha nada a ver com o briefing. Assim, mantivemos o que já estava planejado com a equipe de marketing da Volvo e finalizamos o vídeo da maneira esperada, que era o certo a fazer num trabalho dessa natureza.

Eu passei alguns dias com essa coisa me martelando as idéias, até que decidi realizar independentemente um novo vídeo, usando apenas as imagens que eu fiz, que mais gostei e mais me sensibilizaram. As obras de arte da galeria, que são a linha principal do vídeo, hipnotizam, emocionam, sugerem ações. São incríveis! Elas devem ser tratadas com a imponência que sugerem.

Ok. Decisão tomada, passei a editar o material que eu já tinha, com a visão de artista para artista, fora do “mainstream comercial” e trabalhei durante as sobras de tempo do mundo cão, sem qualquer pressa, sem amarras, como todo trabalho artístico deveria poder ser feito.

Além do material que eu já tinha, selecionei algumas outras imagens para integrar esse projeto, muitas das quais foram feitas posteriormente, pensando exatamente nele.

Rachmaninoff (ou Rachmaninov) é um caso à parte. Sua música me veio à mente no momento em que comecei a refletir sobre tudo o que eu tinha visto durante aquele incrível dia e foi ele quem me inspirou a realizar este pequeno filme. E isso tem toda importância no mundo. O  primeiro movimento (moderato) do Concerto #2 para piano em Cm (opus 18) – não está ali por acaso, como mera “trilha sonora”. Trata-se de um elemento tão importante quanto o vídeo em si. Ou seja, o vídeo é, também e principalmente, sobre Rachmaninoff.

E finalmente, sobre a Volvo…  Entre tantos outros atributos que muitas marcas de vanguarda também proporcionam, um automóvel Volvo – e em especial o XC60, utilizado nos vídeos (neste último e também no original) – tem aquilo que se encontra quando se vê uma grande obra: perfeição nos detalhes, sensibilidade e um design imbatível. Mesmo assim, fiquei em dúvida se caberia o carro nessa releitura, já que a intenção era fugir da conotação comercial, mas senti que deveria manter e deixei. Agora, assistindo ao trabalho pronto, vejo que as imagens do XC 60, tais quais selecionei e coloquei, não somente agregaram muito a esse projeto como se mostraram um elemento chave, igualmente aos demais. E, afinal de contas, esse automóvel foi o ponto de partida de tudo. Sem ele, não haveria o vídeo anterior e eu não teria feito nada.

E enfim o trabalho está concluído, dessa vez, exatamente como eu gostaria de ter feito.

A arte está em tudo. Basta que libertemos nossos sentidos das amarras duras da rotina e estaremos diariamente rodeados de obras grandiosas, assim como quando éramos crianças.

Alexandre Paoli.


Concurso Volvo C30 de Arte Digital

julho 25, 2011

Um dia filmando por locais muito legais em São Paulo. Começando na sede da revista Zupi, passando pelo restaurante Chakras, a loja Scandinavia Design e finalizando com estilo no Terraço Italia. Com isso, fizemos a alegria da “Alê”, que ganhou o dia e também uma espetacular Cintiq. Para esse vídeo, fiz roteiro, direção de fotografia e operei uma das câmeras. Zupi TV aprontando das suas!

Um breve update… Esse vídeo teve mais de 1.200 acessos em pouco menos de duas semanas. Incrível! 🙂

Add to FacebookAdd to DiggAdd to Del.icio.usAdd to StumbleuponAdd to RedditAdd to BlinklistAdd to TwitterAdd to TechnoratiAdd to Yahoo BuzzAdd to Newsvine


A Maior Bateria do Mundo

abril 25, 2011

Pra quem gosta muito de samba, ou fotografia, ou os dois, o vídeo é imperdível. Sem falsa modéstia, fiquei muito satisfeito com o resultado, mas o principal é que se trata de um registro histórico (a maior bateria de escola de samba do mundo – a página do vídeo explica o conteúdo).

Quem fotografa ou já fotografou em meio a multidões, sabe de todas as dificuldades técnicas de se produzir um trabalho desses. Mas posso dizer com toda certeza que, mesmo assim, este trabalho em específico, foi um dos mais divertidos que já fiz. Inclusive, fui muito bem aceito entre todos, tive meu espaço respeitado, as pessoas foram gentis, cordiais, estavam totalmente abertas a serem fotografadas e não houve momentos de tensão. O extremo oposto, por exemplo, do que houve na última edição da SP Fashion Week, onde até houve roubo de equipamento de um colega, dentro da sala de imprensa.

A Praça da República foi palco para 1038 pessoas boas de cabeça e sem problemas no pé e de um que, no meio de todos, fazia ritmo com cliques.

Assistir de preferência em HD e em tela cheia (clique no quadrado ao lado do “HD” no vídeo) para aproveitar todo o visual. Enjoy!

A Maior Bateria do Mundo from Lumin8 Brasil on Vimeo.

Add to FacebookAdd to NewsvineAdd to DiggAdd to Del.icio.usAdd to StumbleuponAdd to RedditAdd to BlinklistAdd to TwitterAdd to TechnoratiAdd to Furl


Iron Maiden Lifestyle

março 31, 2011

Slideshow criado no Flickr. Clique no botão do canto inferior direito para assistir em tela cheia, com boa resolução.

“Uma visão sobre os fãs que estiveram no show do Iron Maiden em 26/03/2011 – São Paulo. “Ser fã do Iron Maiden, não é apenas gostar de uma banda. É um estilo de vida” – ouvi de um dos malucos que lá estavam.

Escuto Iron há exatos 25 anos (comecei a ouvir com 11), tenho todos os CDs, alguns discos, algumas camisetas e sei boa parte de letras de cor. Isso me habilita para contar em poucas fotos essa história e ser, não tanto, mas um pouco maluco.

Para fazer essas fotos, usei apenas uma compacta Canon G9, sem tripé e zero de photoshop.”

Add to FacebookAdd to NewsvineAdd to DiggAdd to Del.icio.usAdd to StumbleuponAdd to RedditAdd to BlinklistAdd to TwitterAdd to TechnoratiAdd to Furl


Procura-se um Fotógrafo

março 14, 2011

Demorei quase dez anos estudando, experimentando e me preparando, para ter coragem de dizer publicamente que sou fotógrafo. Surge um figura que trabalha com tudo, menos fotografia, compra sua primeira câmera “cânoum reflésquis que filma”, me pede algumas dicas. Alguns meses depois está lá o título “fulano de tal, blablabla videomaker e fotógrafo profissioná”. Fácil não? É só comprar uma câmera XPTO, uma lente XYZ e o futuro está garantido, “porque a gente vê no LCD a foto, e se ficou ruim faz de novo”.

Fotógrafo profissional, trabalha com fotografia profissionalmente, ou seja, faz dela seu sustento. Existem amadores, artistas ou pessoas que usam a câmera fotográfica muito mas MUITO melhor do que muitos profissionais e nem por isso se dizem fotógrafos. Basta acompanhar os concursos internacionais de fotografia e ver o resultado da categoria de amadores.

Mas encarar o mercado como profissional da fotografia, assim como encarar qualquer outro meio de ganhar a vida, exige qualificação técnica e muita experiência. Senão, necessariamente, duas partes serão prejudicadas: o cliente, obviamente, e o próprio “fotógrafo” que vai colocar seu nome na lata do lixo. Digo mais, hoje tudo o que se faz é eterno. Um erro feio facilmente vai parar na internet e acabou-se o anonimato (do pior jeito possível).

Fotografar bem é o MÍNIMO que um profissional deve fazer, pois não é uma imagem que se faz para si mesmo que está em jogo, é todo um trabalho para alguém que está pagando e que irá interferir na vida de muitas outras pessoas – o próprio cliente, assistentes, produtor, agência, etc…

Um exemplo simples, clássico e NADA incomum. O fotógrafo de casamento que perde os principais momentos do evento (troca de alianças, beijo, bouquet, benção, etc), esquece de configurar a câmera e fotografa tudo na resolução mais baixa da câmera, perde (ou esquece de colocar) o cartão de memória e não teve um assistente para fazer backup na hora. O casamento já foi, e agora? Para os noivos, saudades do evento que não verão mais. Para o fotógrafo, processo e maldição eterna pública. Um profissional competente e treinado dificilmente cometeria esses erros.

O que fazer? O óbvio. Estudar, estudar, estudar, praticar, praticar, praticar e só dizer que faz aquilo que realmente sabe fazer muito bem.

Muitos fotógrafos consagrados nunca trabalharam em estúdio e nunca gostaram sequer de usar flashes e não têm (ou tinham) vergonha nenhuma de dizer isso. Mas aquele que se propõe a fazer um ensaio de moda, *para o mercado de hoje*, deve saber tudo e mais um pouco sobre iluminação artificial. Assim como aquele que não entende absolutamente nada de cavalos, não deve se arriscar em fazer fotos de animais para criatório, um erro bobo, muito pequeno, estragaria a imagem de um cavalo de milhares de dólares.

Essa é minha dica, que é mesma de quase todos os bons fotógrafos do mercado: compre a câmera e as lentes que quiser, faça todos os cursos que puder, seja assistente, faça trabalhos para amigos sem cobrar e erre bastante nessa fase. Depois, se achar que está realmente preparado, se lance no mercado como fotógrafo.

Add to FacebookAdd to NewsvineAdd to DiggAdd to Del.icio.usAdd to StumbleuponAdd to RedditAdd to BlinklistAdd to TwitterAdd to TechnoratiAdd to Furl