Fotografias Antigas de São Paulo – 10

maio 13, 2012

Décima fotografia da série. V. post 1 para referência do assunto.

Segue abaixo o texto oficial que contempla o mosteiro. A fotografia de 1920 retrata praticamente o que é o mosteiro atualmente, preservado quase que integralmente tanto na construção, como na tradição dos monges, religiosa e artística.

O local  é hoje uma das mais importantes referências culturais da cidade, ocorrendo ali exposições, apresentações de música – lírica, sacra, barroca, etc – e “apresentações” diárias de canto gregoriano (um assunto interessantíssimo para um post exclusivo aqui no blog). Além disso, ali há a loja do mosteiro que vende pães, doces, bolos e outras iguarias, a maioria feitas pelos próprios monges.

O mosteiro tem acesso muito fácil pelo metrô, ficando bem em frente a uma das saídas da estação São Bento. Aliás a visão que se tem ao sair da estação é quase idêntica à da foto, sendo que à esquerda há o viaduto Santa Ifigênia – que já existia na época.

Certamente é um lugar indispensável de se conhecer!

“O Mosteiro de São Bento é um símbolo de grande importância para a cidade de São Paulo. Com mais de 400 anos de História, o Mosteiro sempre teve grande influência na cidade. Vale lembrar a própria localização em que foi construído o cenóbio beneditino. O local era a taba do cacique Tibiriçá. Foi doado pela Câmara de São Paulo em 1600 aos monges. Segundo o documento de doação das terras, pertencente ao arquivo do Mosteiro, o local era “o mais importante e melhor, depois do colégio”. Com o crescimento da Vila ainda no Século XVII, Fernão Dias Paes Leme, o Governador das Esmeraldas, ampliou a igreja e melhorou as dependências do Mosteiro. Anos depois, com a nomeação popular de Amador Bueno – um importante personagem da vila paulistana – como rei de São Paulo, sem este aceitar, recorre aos monges beneditinos, a fim de acalmar a população e fazer com que esta mudasse de ideia. Para que Amador Bueno não perdesse sua vida por não aceitar a ser rei de São Paulo, o Abade do Mosteiro, assim como também a comunidade monástica, acalmaram os ânimos e o povo mudou de ideia. Amador Bueno estava a salvo.
São dependentes do Mosteiro de São Bento de São Paulo, o Mosteiro de São Bento de Sorocaba, fundado em 1667 e o Mosteiro de São Bento de Jundiaí de 1668. Além destes, foram fundados mais dois: Santana do Parnaíba (1643) e Santos (1650).
Óbvio que a construção atual do Mosteiro não é a mesma de séculos anteriores. Já é a quarta construção. A demolição do antigo edifício, muito decadente em fins do Século XIX, começou com a construção do Gimnásio São Bento – hoje Colégio de São Bento – em 1903. Mas foi em entre 1910 e 1912 que o cenário realmente mudou. São Paulo passava por grande processo de urbanização. Sua população aumentava exacerbadamente, ganhando relevância no cenário nacional. O Mosteiro seguiu este ritmo e em 1910 teve início à construção da nova igreja e Mosteiro. A construção em estilo da escola artística de Beuron, projeto de Richard Berndl – Professor da Universidade de Munique e um dos melhores arquitetos da Alemanha . É desta época a decoração interna em estilo Beuronense foi feita pelo beneditino belga Dom Edelberto Gressnigt. A Basílica só foi consagrada em 1922. Nesta época foram instalados os sinos e o relógio, tido como o mais preciso de São Paulo.” (fonte: http://www.mosteiro.org.br).

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