Quanto Custa Trabalhar?

“Está caro!” Essa é a resposta que sempre se ouve, por mais que se cobre pouco por um trabalho fotográfico. Não está caro não! Está barato.

Antes de responder “está caro” (no caso do cliente), ou de se cobrar pouco, deve-se ter muitos elementos em conta. Um fotógrafo deve pensar como empresa, quando pensar em valores, não como “Mr. Fabulous Photographer”.

Leve em consideração:

– Uma empresa tem 1.000 gastos (fixos ou não) para se manter. Boa parte disso deve refletir de alguma forma no custo de um trabalho. Água, luz, telefone, estacionamento, condomínio, impostos, contador, patrimônio físico, funcionários, prestadores de serviço, veículos, marketing, publicidade, insumos, cursos. Citei 15 coisas,  faltam 985.

– Pensando em um job qualquer, temos: seguro de equipamento, gastos com equipamento nos dias das fotos – o que não é pouco a contabilizar: desgaste do equipamento, pilhas, lâmpadas, fitas, filmes (para quem ainda usa), manutenção – caso quebre qualquer coisa, um fio que arrebenta porque alguém pisou em cima, algo que se perde, o seu monitor que vai perdendo a cor pelo uso e dali dois anos  tem de ser trocado… Trabalhamos com coisas muito caras, não há como não se pensar nisso tudo.

– Fora os gastos com equipamentos em si, há os custos *do trabalho*, que não envolvem só os dias do trabalho, envolvem também o antes e o depois. Gastos com gasolina para ir em reuniões, buscar, levar coisas, fazer e entregar trabalho, reentregar trabalho, telefone e celular que são usados para falar com o cliente, alimentação, assistente e outros profissionais envolvidos no job, locações de equipamentos, locação de estúdio se o caso), mídias (CD, DVD, caixinhas), impressão – tinta e papel, armazenamento – espaço no HD que será perdido para guardar todos os arquivos (e HD não custa barato), etc.

– Considerando cada trabalho, do valor que se pede, haverá involuntariamente desconto de impostos. Se a empresa do fotógrafo já estiver aberta, será recolhido pelo SIMPLES. Senão, o valor do imposto poderá ser retido pelo cliente, ao se emitir um recibo de autônomo.

– Há os custos com site – criação, alimentação, manutenção, domínio, servidores, webdesigner (que às vezes cuida não só do site, mas do blog, social media, banco de dados…). O cliente lucra com isso tudo também, a cada vez que você divulga o produto dele no seu portfolio (ainda que o produto seja ele mesmo – modelos).

– E para quem não pensa corretamente na hora de cobrar, há o tempo no qual se trabalha para tal cliente, que está pagando “y”, que poderia estar sendo usado talvez para um outro cliente que te pagaria “3y”. Ou ainda, esse tempo poderia estar sendo usado para outras coisas que a curto, médio e longo prazo se revertem em uma empresa mais sólida, com mais giro e nome no mercado, como marketing, captação de novos trabalhos… Yes! Time is money!

Então, pense bem na hora de cobrar. Sai muito caro cobrar pouco e mais ainda cobrar nada.

Tome nota: aqui fala um PRO que já entrou em roubadas desse tipo. Sim, eu já errei e a maioria de  todos os pros consagrados de hoje também, mas acredite, ninguém precisa disso, nem mesmo o iniciante. Esse só precisa de preparo, e, só quando estiver preparado, comece a trabalhar como qualquer outro experiente e cobre o valor *justo*.

E se errar uma vez, duas, até três, não tem problema. Mais do que isso, vira doença crônica. Um bicho que cresce, rói o bolso da calça e estando furado vai ficar seeempre vazio.

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