Two Rock Stars!

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A emoção da paternidade é algo que não pode ser descrito com palavras, mas o evento pode ser narrado. No dia 06/03, nasceu o garotão da foto – o menorzinho :-). O grandão cabeçudo sou eu.

Esperamos por exatas 39 semanas, passando por alguns momentos muito difíceis em nossa vida pessoal, outros um pouco menos difíceis e outros agradáveis. E ele lá firme, lutando conosco e nos consolando. Sim! Porque sem esse carinha, todos esses momentos difíceis teriam sido insuportáveis e ele nos ajudou de um jeito que nenhuma outra pessoa conseguiria – inclusive os psicólogos, psiquiatras e outros psi…

No dia D, saímos de casa às 6h da manhã, com hora marcada para o show. Fizemos o percurso tranqüilamente, escutando músicas selecionadas – uma das quais do Tim Maia, que alegrou bastante estas primeiras horas da manhã. Já no hospital, houve uma pequena espera até o momento de sermos levados ao local do parto. Eu, como pai, logicamente fiz toda questão de participar da cirurgia. Muitos perguntaram e respondi: não senti qualquer medo, não fiquei nervoso, não me desesperei, não me impressionei com o sangue e todo procedimento… apenas fui lá e fiz meu trabalho – de pai e de fotógrafo (na medida do possível).

Antes de entrar no centro cirúrgico fiquei um tempo sozinho em uma outra sala, aguardando todo o preparo necessário para o parto. Esses foram cerca de trinta minutos, nos quais pude me preparar para ser o melhor. Fiz orações, tive algumas conversas com a espiritualidade, meditei, fiz um auto-retrato e me concentrei para o momento. Um outro pai passou pela sala por uns 5 minutos. Ambos nos olhamos, desejamo-nos boa sorte, porém com os olhos, sem sequer abrir a boca. Não era o momento de ser sociáveis e sim concentrados e solidários.

“-Alexandre?” chamaram… E lá fui eu, com a pequena câmera em punhos, pronto para filmar e fotografar, com a mão firme e coração idem. A emoção de me encontrar com minha esposa, ali naquela sala, foi indescritível. Temos uma história tão fantástica quanto esse nascimento e tudo nos vinha à mente no momento. Alguns minutos mais tarde, lá veio ele, finalmente pudemos conhecer nosso filhote.

Beijei o bichinho recém saído do ventre e me senti como se tivesse revendo alguém que já conhecia. Durante toda a gestação, o Paulinho estava conosco de uma forma tão presente, que o nascimento foi uma apresentação formal de uma grande amizade preexistente. Não por isso, serei mais um a repetir o velho jargão de que foi a “emoção” mais forte que senti na vida, no melhor sentido que se pode ter dessa palavra.

Enfim, um mês depois, cá estamos em casa, sem enfermeiras, sem auxiliares, sem médicos, sem serviço de quarto… Ou seja, como sempre quisemos estar, em paz, muito tranqüilos e seguros, desde o primeiro dia.

Pulamos a etapa do “desespero”, da insegurança e o aprendizado foi construído desde muito antes de pensarmos em ter um filho. Sempre fomos muito observadores e estudiosos, logo, pudemos aprender muito com alguns bebês filhos de amigos e parentes nossos, com o canal Discovery Home and Health – com o inconveniente das horríveis dublagens – e logo que soubemos da gravidez, com todos os livros e revistas que tivemos tempo de ler. Qualquer ação e decisão pode ser feita com muito mais segurança e tranqüilidade, quando já se tem uma idéia inicial de onde partir, quando o momento exigir.

Falando de fotografia, a melhor dica que posso dar àqueles que, como eu, quiserem registrar as imagens do nascimento de seus filhos é: relaxar e aproveitar o momento. Ver tudo com os olhos e não através do viewfinder ou LCD da câmera. E levar o mínimo possível para a sala de parto. Ao invés de todos os trabolhos high-tech que possuo, escolhi a pequena e boa Canon G9. Pequena o suficiente para que não me incomodasse (ou à equipe médica) e boa, pois me permitiu excelentes imagens e vídeos com ótima qualidade.

Assim, após alguns meses de jejum dos posts no blog, fica aqui o meu primeiro como pai coruja, em comemoração e agradecimento a Deus, à minha esposa e a ele, por ter nos escolhido como sua família.

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3 respostas para Two Rock Stars!

  1. Raquel Assad R. Casseb disse:

    Alê, cada dia te amo mais, é um primo que nasceu qdo eu já era “adulta”, te carreguei no colo ( vc ainda não era tão cabeçudo….rs…. )…não vou dizer que vi crescer por que sempre moramos em cidades diferentes, mas acompanhei algumas artes suas ( como colocar sal de frutas no pote de açúcar )…e hoje vejo o homem, o esposo, o profissional e agora o pai…que maravilha!!!!….me apaixonei por vc qdo era um bebezinho e agora estou mais do que apaixonada, muito mais do que antes….que homem maravilhoso que vc se tornou, meu primo tão querido, que apesar da distância, está sempre presente no coração….beijos para todos, um muito especial no Paulinho.

  2. Aden disse:

    …pois é…não dá para entender tudo isso se não for como uma imensa dádiva do Criador para nós.

    aquele abraço cheio de rock and roll aos grandiosos astros.

  3. edu disse:

    Poderiamos dizer que nossa vida se parece muito com um ponto crucial da história: AF (antes de filho) e DF (depois de filho)!
    Parabéns de coração!

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