A Laranja Podre do Brasil

julho 30, 2012

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O texto abaixo é de Luiz Nassif e retrata a atual realidade da citricultura brasileira. O problema vem de décadas e nunca houve um posicionamento enérgico por parte do governo, nem mesmo pelo Ministério Público. Agora o problema se alastrou de tal forma que chegamos em uma crise, praticamente irreversível, que irá contabilizar BILHÕES em prejuízos aos produtores. Isso implica em tantas outras sequelas, como por exemplo, a perda das propriedades para bancos – dada a impossibilidade dos produtores saldarem suas dívidas, contraídas para investir nas safras.

Estamos assistindo ao início do ENTERRO da agricultura no país. Se agora isto ocorre com a laranja, em breve ocorrerá com a soja, com o milho, com o trigo, etc, assim como Já ACONTECEU com o leite há muitos anos, que mantêm-se sob o comando das indústrias de laticínio.

 Investir em agricultura no Brasil, por ironia, é o pior negócio que se pode fazer. Em breve, até os tão procurados “alimentos orgânicos” estarão tão contaminados com a sujeira do agro-negócio que se tornará tão tóxico quanto o próprio governo.
(*) NOTA IMPORTANTE: Até a data em que o autor escreveu o texto abaixo- 15.05.2012, publicado no site da “Carta Capital” – a crise ainda não havia explodido. Hoje, as indústrias nem sequer querem diálogo com os produtores, alegando que já possuem o estoque lotado. Há apenas negociantes inescrupulosos, que estão se aproveitando da crise, para oferecer aos produtores nada mais do que R$ 1,00 (um real) por cada caixa de 40 Kg colhida. Detalhe:  um simples copo de suco nos restaurantes de São Paulo, é vendido pelo  preço de R$ 5,00 a R$ 10,00.

Quando a economia começou a se abrir, depositavam-se no CADE (Conselho Administrativo de Direito Econômico) e na Secretaria de Direito Econômico (SDE) as esperanças de atuação objetiva contra a cartelização da economia. Sua desmoralização começou com Gesner de Oliveira, no CADE, e o escandaloso processo de aprovação da compra da Antarctica pela Brahma.

Depois, na gestão Grandino Rosa, no escandaloso episódio da compra da Garoto pela Nestlé. Escandalosa não foi a decisão do CADE – negando a aquisição – mas de Grandino em uma explosão contra o próprio colegiado que presidia.

O terceiro episódio escandaloso são os movimentos do CADE em relação à concentração no setor de suco de laranja – e aí sai-se do governo FHC e entra-se no governo Lula, especificamente na gestão Márcio Thomas Bastos na Justiça.

Não há paralelo, no país, da ação mais predatória que a do cartel da laranja. Mesmo assim, uma denúncia de formação de cartel emperrou no Ministério da Justiça e só agora, muito lentamente, começa a ser retomada.

Ontem, no Seminário “A Internacionalização do Agronegócios”, do projeto Brasilianas, o presidente da Associtrus (Associação Brasileira dos Citricultores), Flávio de Carvalho Pinto Viegas, apresentou um relatório detalhado das práticas predatórias do cartel.

São três grandes empresas controlando o mercado mundial, mais de 50% do mercado da Flórida e associadas às grandes engarrafadoras de sucos.

Hoje em dia já produzem mais de 50% de suas necessidades. Pagam os produtos abaixo do seu preço de produção e fazem o lucro no exterior.

Com esse poder de mercado, fazem o que querem com as cotações da Bolsa de Nova York. Na época da compra da safra jogam o preço lá embaixo. Depois, os preços retornam a patamares elevados.

Esse massacre começou em 1993, quando o setor se uniu para tirar do mercado a Frutesp, única usina de cooperados, que impedia o aviltamento dos preços da laranja. Na época, o setor contava com 130 mil citricultores. Hoje em dia, não são mais que 8 mil.

A falta de atenção do Ministério da Justiça permitiu abusos inomináveis para com produtores brasileiros.

Para manter a cartelização, as empresas  dominaram os terminais e navios graneleiros na Europa, Ásia e Estados Unidos. Montaram estratégicas de exclusão dos novos entrantes, através de dumping e cooptação de fornecedores.

Dominando o mercado, passaram a recorrer a todo arsenal dos cartéis, com contratos precificados, prazos e formas de pagamentos definidos unilateralmente, ausência de remuneração por qualidade, quebras de contratos.

Nos Estados Unidos, como existe legislação anticartel, os produtores da Flórida recebem US$ 14 dólares por caixa. No Brasil, os fornecedores reivindicavam ao menos US$ 10. A indústria ofereceu R$ 8,00 (* leia nota acima).

Recentemente, a Abecitrus fez um levantamento entre os preços internacionais do suco de laranja e os registros de exportação. A diferença chegava a US$ 775 milhões – indícios claros de subfaturamento.

No momento em que o país rompe com vários dogmas econômicos, não se pode varrer para baixo do tapete o que está ocorrendo com a citricultura.”

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Fotografias Antigas de São Paulo – 10

maio 13, 2012

Décima fotografia da série. V. post 1 para referência do assunto.

Segue abaixo o texto oficial que contempla o mosteiro. A fotografia de 1920 retrata praticamente o que é o mosteiro atualmente, preservado quase que integralmente tanto na construção, como na tradição dos monges, religiosa e artística.

O local  é hoje uma das mais importantes referências culturais da cidade, ocorrendo ali exposições, apresentações de música – lírica, sacra, barroca, etc – e “apresentações” diárias de canto gregoriano (um assunto interessantíssimo para um post exclusivo aqui no blog). Além disso, ali há a loja do mosteiro que vende pães, doces, bolos e outras iguarias, a maioria feitas pelos próprios monges.

O mosteiro tem acesso muito fácil pelo metrô, ficando bem em frente a uma das saídas da estação São Bento. Aliás a visão que se tem ao sair da estação é quase idêntica à da foto, sendo que à esquerda há o viaduto Santa Ifigênia – que já existia na época.

Certamente é um lugar indispensável de se conhecer!

“O Mosteiro de São Bento é um símbolo de grande importância para a cidade de São Paulo. Com mais de 400 anos de História, o Mosteiro sempre teve grande influência na cidade. Vale lembrar a própria localização em que foi construído o cenóbio beneditino. O local era a taba do cacique Tibiriçá. Foi doado pela Câmara de São Paulo em 1600 aos monges. Segundo o documento de doação das terras, pertencente ao arquivo do Mosteiro, o local era “o mais importante e melhor, depois do colégio”. Com o crescimento da Vila ainda no Século XVII, Fernão Dias Paes Leme, o Governador das Esmeraldas, ampliou a igreja e melhorou as dependências do Mosteiro. Anos depois, com a nomeação popular de Amador Bueno – um importante personagem da vila paulistana – como rei de São Paulo, sem este aceitar, recorre aos monges beneditinos, a fim de acalmar a população e fazer com que esta mudasse de ideia. Para que Amador Bueno não perdesse sua vida por não aceitar a ser rei de São Paulo, o Abade do Mosteiro, assim como também a comunidade monástica, acalmaram os ânimos e o povo mudou de ideia. Amador Bueno estava a salvo.
São dependentes do Mosteiro de São Bento de São Paulo, o Mosteiro de São Bento de Sorocaba, fundado em 1667 e o Mosteiro de São Bento de Jundiaí de 1668. Além destes, foram fundados mais dois: Santana do Parnaíba (1643) e Santos (1650).
Óbvio que a construção atual do Mosteiro não é a mesma de séculos anteriores. Já é a quarta construção. A demolição do antigo edifício, muito decadente em fins do Século XIX, começou com a construção do Gimnásio São Bento – hoje Colégio de São Bento – em 1903. Mas foi em entre 1910 e 1912 que o cenário realmente mudou. São Paulo passava por grande processo de urbanização. Sua população aumentava exacerbadamente, ganhando relevância no cenário nacional. O Mosteiro seguiu este ritmo e em 1910 teve início à construção da nova igreja e Mosteiro. A construção em estilo da escola artística de Beuron, projeto de Richard Berndl – Professor da Universidade de Munique e um dos melhores arquitetos da Alemanha . É desta época a decoração interna em estilo Beuronense foi feita pelo beneditino belga Dom Edelberto Gressnigt. A Basílica só foi consagrada em 1922. Nesta época foram instalados os sinos e o relógio, tido como o mais preciso de São Paulo.” (fonte: http://www.mosteiro.org.br).

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Fotografias Antigas de São Paulo – 9

maio 13, 2012

Nona fotografia da série. V. post 1 para referência do assunto.

Printscreen – Libero Badaró

Abaixo a Rua Libero Badaró , vista de quem vai no sentido Praça do Patriarca em 1920. Aqui ao lado, um printscreen que acabei de fazer no Google maps. Tomando como referência o sentido e o prédio que se vê ao lado esquerdo do printscreen, que é a única construção antiga ainda preservada no local, há chances de que esta imagem esteja no mesmo ponto da fotografia de Guilherme Gaensly.

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Fotografias Antigas de São Paulo – 8

maio 11, 2012

Oitava fotografia da série. V. post 1 para referência do assunto – O Teatro Municipal de São Paulo.

Sobre ele, acabei de ler esse texto tão bom do maestro Leandro Carvalho (abaixo da foto), que aliás é mestre em história, que honestamente dispensa acréscimos.

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Fotografias Antigas de São Paulo – 7

maio 11, 2012

Sétima fotografia da série. V. post 1 para referência do assunto.

O Vale do Anhangabaú, com vista para o Palacete Prates. Rasgado pela Avenida 23 de Maio, há ali uma grande concentração de atrações arquitetônicas hoje em dia. O Viaduto do Chá, O Shopping Light (que leva este nome pois foi construído no antigo prédio da Cia de energia elétrica LIGHT), O Teatro Municipal de São Paulo, estão todos nesta região, que fica entre a Luz e o Largo de São Bento – o qual aparecerá em breve aqui.

Um trecho do texto da fotografia chama a atenção: “O automóvel já ameaçava se tornar um problemão na cidade, graças a sua contínua multiplicação”. Isso já naquela época. É possível que até o início da década de 50, São Paulo ainda poderia ter sido salva do inevitável “travamento completo”, que está muito mais próximo de acontecer do que imaginamos. Pensando objetivamente, são 60 anos de lá pra cá, entupindo a cidade desenfreadamente e destruindo chances de possibilitar um transporte de nível para a população – em nome de interesses políticos. Quantos anos será que iremos demorar para ter uma cidade novamente “circulável” a partir do momento em que realmente se começar a trabalhar nesse sentido? Eu apostaria em algo próximo a 100 anos, começando esse trabalho amanhã, com soluções REAIS e efetivas.

E todos nós sabemos que não veremos isso acontecer ;)

Sobre o Palacete Prates, trata-se de uma construção feita por Eduardo da Silva Prates (o Conde Prates), riquíssimo fazendeiro de café que possuía muitas terras na região. Construiu então este prédio e um segundo “irmão gêmeo”, ao lado, onde funcionava o “Automóvel Clube”. No primeiro instalou-se aPrefeitura de São Paulo e posteriormente a Câmara Municipal, quando passou a se chamar Palácio Anchieta. Naquela época o prédio foi vendido ao Banco Mercantil e em 1970, com a Câmara em nova sede, o banco demoliu o prédio histórico. No local dessa obra prima, foi construído o Edifício Conde Prates, onde está até hoje, que é mais uma obra sem graça e descartável que a cidade poderia ter ficado sem (foto acima).

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Fotografias Antigas de São Paulo – 6

maio 9, 2012

Sexta fotografia da série. V. post 1 para referência do assunto.

O “mapa do centro” que aparece neste LINK é muito interessante para visualizar a região das fotografias que estou postando. Infelizmente o link não inclui fotos atuais de cada local para comparação. Estou planejando  um post exclusivo para este fim.

A Praça Antônio Prado era localizada na região onde hoje está o prédio da Bolsa de Mercadorias & Futuros – BM&F, o primeiro edifício comercial de São Paulo. A história mística da região é bem interessante e está no texto da foto.

Hoje, a região da antiga praça faz parte do grande “calçadão” do Centro.

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Fotografias Antigas de São Paulo – 5

maio 8, 2012

Quinta fotografia da série. V. post 1 para referência do assunto.

Praça da República, quando ainda era uma “praça”… É até difícil imaginar um local como esse ali no Centro hoje em dia, já que infelizmente pouca ou nenhuma área verde foi preservada. Sem dúvida que a beleza arquitetônica histórica tem seu valor, mas o Centro seria um local muito mais agradável visualmente se houvesse mais áreas verdes, gramados, árvores, exatamente como se vê nessa imagem. Nossos olhos buscam o verde e ali, no meio de todo aquele concreto, poluição e desse mundo de gente que transita sem prestar atenção na vida, seria uma espécie de oásis.

Hoje o Centro é um local marginalizado, descuidado e as poucas ações que se faz no sentido de recuperar, preservar, revitalizar, são pouco eficazes, perto do que precisa ser feito. Quem trabalha ou já trabalhou lá, assim como eu, convivendo muitas horas por dia com toda essa realidade, sabe do que estou falando.

O texto da foto também é bem interessante, não deixe de ler (assim como das demais).

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