Sa e Fre em Paraty

julho 25, 2011

Sa e Fre em Paraty – Direção de Fotografia. Esse vídeo foi realizado na cidade histórica de Paraty – RJ, um dos lugares mais bonitos do litoral do Rio.

Na verdade, quem conhece bem Paraty sabe que (alfinetando os cariocas), apesar de estar no estado do RJ, ela é uma cidade muito mais paulista do que carioca. Este foi um projeto realizado pela Lunapix e produzido pela Lumin8. Para esse trabalho, utilizei algumas coisas bem legais para compor a luz nas cenas do vídeo. Um jogo de fresnéis da ARRI, Butterflies, lâmpadas Kino, velas, luz de piscina e uma grande bola de gases incandecentes suspensa no espaço (o sol :D ). Iluminar é um jogo de estratégia e acho que nessa eu fui bem feliz.

Apenas para concluir, tudo não ficaria tão lindo e harmônico dessa forma, se o casal não fosse tão legal! Esses meus queridos, casam-se em 26 de novembro, em Piracicaba.

Assistam em tela cheia e HD, por favor!!! Demora mais (só um pouquinho), mas a qualidade de imagem é excepcional.

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Sa e Fre from Lunapix on Vimeo.


Concurso Volvo C30 de Arte Digital

julho 25, 2011

Um dia filmando por locais muito legais em São Paulo. Começando na sede da revista Zupi, passando pelo restaurante Chakras, a loja Scandinavia Design e finalizando com estilo no Terraço Italia. Com isso, fizemos a alegria da “Alê”, que ganhou o dia e também uma espetacular Cintiq. Para esse vídeo, fiz roteiro, direção de fotografia e operei uma das câmeras. Zupi TV aprontando das suas!

Um breve update… Esse vídeo teve mais de 1.200 acessos em pouco menos de duas semanas. Incrível! :-)

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A Maior Bateria do Mundo

abril 25, 2011

Pra quem gosta muito de samba, ou fotografia, ou os dois, o vídeo é imperdível. Sem falsa modéstia, fiquei muito satisfeito com o resultado, mas o principal é que se trata de um registro histórico (a maior bateria de escola de samba do mundo – a página do vídeo explica o conteúdo).

Quem fotografa ou já fotografou em meio a multidões, sabe de todas as dificuldades técnicas de se produzir um trabalho desses. Mas posso dizer com toda certeza que, mesmo assim, este trabalho em específico, foi um dos mais divertidos que já fiz. Inclusive, fui muito bem aceito entre todos, tive meu espaço respeitado, as pessoas foram gentis, cordiais, estavam totalmente abertas a serem fotografadas e não houve momentos de tensão. O extremo oposto, por exemplo, do que houve na última edição da SP Fashion Week, onde até houve roubo de equipamento de um colega, dentro da sala de imprensa.

A Praça da República foi palco para 1038 pessoas boas de cabeça e sem problemas no pé e de um que, no meio de todos, fazia ritmo com cliques.

Assistir de preferência em HD e em tela cheia (clique no quadrado ao lado do “HD” no vídeo) para aproveitar todo o visual. Enjoy!

A Maior Bateria do Mundo from Lumin8 Brasil on Vimeo.

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Iron Maiden Lifestyle

março 31, 2011

Slideshow criado no Flickr. Clique no botão do canto inferior direito para assistir em tela cheia, com boa resolução.

“Uma visão sobre os fãs que estiveram no show do Iron Maiden em 26/03/2011 – São Paulo. “Ser fã do Iron Maiden, não é apenas gostar de uma banda. É um estilo de vida” – ouvi de um dos malucos que lá estavam.

Escuto Iron há exatos 25 anos (comecei a ouvir com 11), tenho todos os CDs, alguns discos, algumas camisetas e sei boa parte de letras de cor. Isso me habilita para contar em poucas fotos essa história e ser, não tanto, mas um pouco maluco.

Para fazer essas fotos, usei apenas uma compacta Canon G9, sem tripé e zero de photoshop.”

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Procura-se um Fotógrafo

março 14, 2011

Demorei quase dez anos estudando, experimentando e me preparando, para ter coragem de dizer publicamente que sou fotógrafo. Surge um figura que trabalha com tudo, menos fotografia, compra sua primeira câmera “cânoum reflésquis que filma”, me pede algumas dicas. Alguns meses depois está lá o título “fulano de tal, blablabla videomaker e fotógrafo profissioná”. Fácil não? É só comprar uma câmera XPTO, uma lente XYZ e o futuro está garantido, “porque a gente vê no LCD a foto, e se ficou ruim faz de novo”.

Fotógrafo profissional, trabalha com fotografia profissionalmente, ou seja, faz dela seu sustento. Existem amadores, artistas ou pessoas que usam a câmera fotográfica muito mas MUITO melhor do que muitos profissionais e nem por isso se dizem fotógrafos. Basta acompanhar os concursos internacionais de fotografia e ver o resultado da categoria de amadores.

Mas encarar o mercado como profissional da fotografia, assim como encarar qualquer outro meio de ganhar a vida, exige qualificação técnica e muita experiência. Senão, necessariamente, duas partes serão prejudicadas: o cliente, obviamente, e o próprio “fotógrafo” que vai colocar seu nome na lata do lixo. Digo mais, hoje tudo o que se faz é eterno. Um erro feio facilmente vai parar na internet e acabou-se o anonimato (do pior jeito possível).

Fotografar bem é o MÍNIMO que um profissional deve fazer, pois não é uma imagem que se faz para si mesmo que está em jogo, é todo um trabalho para alguém que está pagando e que irá interferir na vida de muitas outras pessoas – o próprio cliente, assistentes, produtor, agência, etc…

Um exemplo simples, clássico e NADA incomum. O fotógrafo de casamento que perde os principais momentos do evento (troca de alianças, beijo, bouquet, benção, etc), esquece de configurar a câmera e fotografa tudo na resolução mais baixa da câmera, perde (ou esquece de colocar) o cartão de memória e não teve um assistente para fazer backup na hora. O casamento já foi, e agora? Para os noivos, saudades do evento que não verão mais. Para o fotógrafo, processo e maldição eterna pública. Um profissional competente e treinado dificilmente cometeria esses erros.

O que fazer? O óbvio. Estudar, estudar, estudar, praticar, praticar, praticar e só dizer que faz aquilo que realmente sabe fazer muito bem.

Muitos fotógrafos consagrados nunca trabalharam em estúdio e nunca gostaram sequer de usar flashes e não têm (ou tinham) vergonha nenhuma de dizer isso. Mas aquele que se propõe a fazer um ensaio de moda, *para o mercado de hoje*, deve saber tudo e mais um pouco sobre iluminação artificial. Assim como aquele que não entende absolutamente nada de cavalos, não deve se arriscar em fazer fotos de animais para criatório, um erro bobo, muito pequeno, estragaria a imagem de um cavalo de milhares de dólares.

Essa é minha dica, que é mesma de quase todos os bons fotógrafos do mercado: compre a câmera e as lentes que quiser, faça todos os cursos que puder, seja assistente, faça trabalhos para amigos sem cobrar e erre bastante nessa fase. Depois, se achar que está realmente preparado, se lance no mercado como fotógrafo.

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Produtora Lumin8 Brasil Online

março 7, 2011

MERCHANDISING! MERCHANDISING!!!! Saiu hoje, depois de noites em claro, muito café e cabeça quente, em meio ao trabalho pesado do dia a dia e claro “problemas” (quem não os tem), o site da Lumin8, minha produtora de vídeos e audio. Vale uma boa visita!!!

LUMIN8 PRODUTORA


A Evolução Darwiniana do Photoshop

janeiro 21, 2011
Clique para ver a imagem inteira.

Clique para ver a imagem inteira.

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Números…

janeiro 11, 2011

O PaoliBlog teve, em 2010,  3.000 visitas.

À primeira vista, não é nada impressionante, já que muitos sites e blogs conseguem isso  em um dia ou menos. Mas pelo pouco que consegui publicar no ano passado (25 posts) e pelo tipo de conteúdo que temos, é um bom número, o que me motivou a trabalhar mais aqui este ano. O conteúdo está sendo reprogramado e trarei muita coisa interessante para o Blog.

A primeira novidade é um projeto que venho cozinhando já há algum tempo e que finalmente será colocado em prática. Uma série de vídeos com conteúdo técnico (vídeo-aulas), bate-papos com outros profissionais da área (fotógrafos ou não), entrevistas… Tudo gratuito, obviamente, disponibilizado no Youtube e divulgado aqui pelo Blog.

Até breve!


Sobre Filmes e Scanners.

janeiro 10, 2011

 

Um amigo me fez uma pergunta sobre filmes 120mm e scanners. Decidi fazer desse assunto o primeiro post do ano, para aproveitar a informação.

A questão era onde encontrar filmes 120mm para usar em uma Lomo e uma indicação de scanner com bom custo-benefício para negativos.

Primeiramente, um breve comentário. Sim, escrevo alguns textos longos, outros técnicos, que para alguns podem ser chatos e intermináveis. Mas, a informação está aí, permanentemente, para quem precisar, tiver paciência e quiser ler.

Algumas das informações deste e de outros posts vão ser ultrapassadas em não muito tempo, então é bom aproveitar. Acredite, a preguiça que temos na hora de ler e estudar, será sempre igual na hora de fotografar. Fotógrafo preguiçoso é fotógrafo ruim. Ou um gênio, em 1% dos casos.

Comecemos!

Parte 1. Filmes 120mm.

Filmes de 120mm estão ficando cada vez mais raros de se encontrar. Vende-se muito pouco, pois os profissionais que usam (ou usavam) médio e grande formato, praticamente não mais trabalham com filmes, e, com isso, seu uso ficou restrito a saudosistas eventuais, “amadores” e quem esteja buscando um resultado muito específico.

No caso desse meu amigo, era a Lomo. Poderia ser um trabalho fine-art, ou mesmo algum cliente que exija isso do fotógrafo (muito difícil atualmente). Mas o fato é que pouquíssimos desses filmes estão sendo vendidos, logo, a escassez no mercado.

Falando de onde conheço, em São Paulo ainda é possível encontrá-los em algumas poucas lojas e de vez em quando. É loteria mesmo, já que nenhuma delas os mantém em estoque. Eu indicaria: Chromur www.chromur.com.br e Consigo www.consigo.com.br, ambas localizadas na famosa Conselheiro Crispiniano – Anhangabaú.

Alguns modelos de filmes são mais difíceis de serem encontrados, principalmente cromos e pb,  outros estão tendo sua produção encerrada pelos fabricantes. Isso vale também para os 35mm -  o caso do lendário Kodachrome, por exemplo.

O Mercado Livre, costuma ser um bom local para encontrar coisas difíceis, não custa tentar. Se tudo der errado, só resta importar. Na minha opinião, as melhores opções são a BH Photo www.bhphoto.com e a Adorama www.adorama.com. A Ritz Camera www.ritzcamera.com, que também é uma boa loja, infelizmente não envia compras para o Brasil. Por fim, o ebay, que deve ser usado com cautela. Boa sorte.

Parte 2. Scanners.

Há um bom número de scanners no mercado, de 100 a 20.000 reais. Qual comprar? Ou… vale mesmo a pena comprar? Veremos.

Teoricamente, o preço que se paga em tecnologia é diretamente proporcional ao resultado que o produto pode lhe proporcionar. Em outras palavras, quanto melhor, mais caro. Mas nem sempre o melhor é adequado pra determinada pessoa. Logo, o caro, que no caso de scanners é muito caro, justificaria apenas para quem usa com muita freqüência e necessita da mais alta qualidade, ou seja, laboratórios, gráficas, bureaux de impressão, etc.

Vou falar um pouco sobre os equipamentos que conheço. Os scanners nikon são muito bons, no geral, cada qual com a sua característica e limitações próprias: o tempo de escaneamento, bitola, resolução, tamanho, software, etc.

O super coolscan 9000 ED faz scans de 35 e 120mm, mas é o mais caro da marca. Encontrei alguns no ebay por cerca de 3.500 dólares. O 5000 ED e o coolscan V ED são as opções para quem só precisa escanear 35mm. Todos excelentes.

Os scanners da Pacific Image, têm tido uma aceitação muito boa no mercado. Preço bom, com muitos usuários satisfeitos, mas pessoalmente nunca usei, então é só uma referência para pesquisa.

Mas posso falar bem de dois modelos profissionais e relativamente simples da Epson: v-700 e v-750 PERFECTION. Possuem um ótimo custo-benefício, (cerca de 500 e 700 dólares nos EUA), respectivamente. O resultado do scan em 4800dpi é excelente, comparável até ao já citado Nikon 9000 ED. As diferenças, são nuances que o olho destreinado não percebe: transições, distorções, sharpness, cor, etc, mas muito pouca coisa relevante.

Alguns trabalhos exigem essa perfeição, outros não. O profissional experiente saberá se é preciso deixar o seu brinquedo de lado e apelar para os mais caros, ou não (clientes, editores, art buyers experientes, também).

Os scanners mais baratos (na faixa de 100/200 dólares) são bons apenas para ampliações em papel e não devem ser usados em trabalhos profissionais que exijam controle de qualidade. Eu ainda tenho um velhinho HP Scanjet 4670 vertical (que hoje custaria algo em torno de 400 reais). Hoje uso para documentos, mas me quebrou muito o galho com fotos, com resultados aceitáveis, para meu uso pessoal. Ele tem um adaptador para negativos, que usei uma vez só, para nunca mais, pois o resultado foi péssimo em todos os testes.

Agora a pergunta. Vale a pena comprar um scanner?

Ponto a favor. Os laboratórios que trabalham com filmes no Brasil estão ficando cada vez mais despreparados e decadentes. Eu honestamente não tenho mais boas referências para dar, mesmo aqui em São Paulo. Nas últimas vezes que precisei, tive um resultado pior do que o outro em lugares diferentes (que costumavam ser os melhores).

Ponto contra. Existem locais especializados em escaneamento, fora do país, que fazem o serviço com equipamento de ponta, equipe treinada e preço muito bom. É o caso do www.scancafe.com e do www.chromedigital.com (este último um laboratório completo). Não cheguei a experimentar nenhum dos dois, mas tive muitas referências de amigos que garantiram resultados muito satisfatórios, principalmente do scan cafe.

Ponto a favor. Custo. É muito mais barato comprar um bom scanner, quando se tem muita coisa, do que pagar pelo serviço. E o equipamento ainda pode ser vendido, depois de terminado todo o trabalho.

Por fim, ponto contra. Tempo e habilidade. Aqui, vou dar uma atenção especial e eu colocaria um “peso 2” na balança.

Para se ter um scanner, é preciso aprender a escanear, assim como se deve aprender fotografar e a mexer em qualquer equipamento, para extrair o melhor daquilo.

Profissionais treinados fazem isso com muito mais propriedade. Precisa-se entender de cor, ter um bom (e caro) monitor calibrado, espectrofotômetro, saber ajustar corretamente os controles – níveis de preto, brilho, contraste, ICE, etc – escolher o formato correto na hora de salvar a imagem (dependendo de cada uso), a resolução necessária.

Escanear, na minha opinião, é um trabalho repetitivo, chato e entediante. Você *não vai* (não! não vai mesmo!) querer fazer um workflow errado para 500, 1000, 5000 fotos e depois ter que fazer tudo de novo mais tarde, ou terminar tendo que pagar pelo serviço.

Alguns scanners não permitem entrada do negativo em tira. É preciso cortar os frames, emoldurar e escanear uma a uma. Molduras de filme também estão cada vez mais raras de achar, além de caras.

Você tem muita coisa e tempo é um problema? A não ser que você vá fazer disso uma terapia, um momento de meditação, ou que ache um hobby muito divertido, esqueça o scanner! Faz parte do pacote: limpar os filmes (com produtos altamente tóxicos), emoldurar (se for o caso), visualizar a imagem, ajustar todos os controles para cada imagem, escanear (alguns scanners demoram 5 minutos ou mais por imagem, na resolução máxima), tratar no photoshop (por causa de riscos e pontos que SEMPRE irão aparecer e o sofware ICE não é capaz de remover tudo) e ainda controlar a fúria do seu cônjuge durante alguns meses, pelos quilômetros de filme espalhados na mesa de jantar.

Não tenho um scanner bom atualmente. Já tive um e acabei vendendo para comprar outro equipamento.

No balanço geral e razoável eu diria que não vale a pena comprar. Se me perguntarem se eu compraria, a resposta é SIM. Mas o trabalho grosso de escanear todo o meu acervo de filmes (que até hoje não consegui fazer), eu deixo para quem só faz isso e não tem outras 2.000 atividades importantes. Para mim ficaria o prazer de poder escolher as melhores imagens e fazer, só essas, com todo o capricho do mundo.

 

 

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Fotografia de Moda no MUBE.

outubro 25, 2010

Não percam a exposição “Flávio de Carvalho desveste a Moda Brasileira da Cabeça aos Pés”. Ampliações bem feitas, montagem criativa, boa iluminação e excelentes imagens. Na minha modesta opinião, pecou por não selecionar uma variedade maior de fotógrafos. Explico. O acervo de fotos é grande, cerca de 200 imagens, de fotógrafos brasileiros. Mas dessas duzentas, uma dezena, por exemplo, são do Bob Wolferson, ou do Eduardo Rezende e muitas, inclusive  são da mesma série. São fotógrafos maravilhosos e o material idem, mas acabei sentindo falta de outros autores, como o Miro, por exemplo. Justo ele (“o” fotógrafo de moda).

Me causou uma certa estranheza achar duas fotos do Cristiano Mascaro, perdidas ali no meio. Hummm… não é moda, são retratos (maravilhosos). Ah, ok vai. É o Mascaro!

Uma última crítica. Apesar da necessidade da moda ser sempre atual, no caso a visão é artística, que é atemporal. Flávio de Carvalho, que dá nome à exposição, era um artista brasileiro, que viveu  de 1899  a 1973. Quase todas (ou todas) as imagens são contemporâneas, clicadas na última década.  Senti falta de imagens mais antigas, principalmente da década de 70 (quando ele ainda vivia), que, diz-se, foi o grande ápice da moda no mundo.

De qualquer forma, gostei muito e recomendo – vai até 14/11/2010. Além do mais, o MUBE é um lugar muito legal e inclusive pode-se aproveitar para dar uma chegada no MIS, que é ao lado, além de passear por outras exposições, como a da artista escultora Nathalie Decoster.

MUBE – Museu Brasileiro da Escultura
Av. Europa, 218 – São Paulo – Brasil
De terça a domingo das 10:00 as 19:00 hrs
11 2594-2601 – mube@mube.art.br

Na foto do alto da página, Natalia Vodianova por Nick Knight, que infelizmente é inglês e portanto não está na exposição. Mas… como todo gênio, é refência mundial e assim, um pouco dele pode ser visto em algumas das fotos expostas. ;-)

 

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II Forum Latinoamericano de Fotografia

outubro 19, 2010

Mercedes Vicenta y Miguel Antonio/2008

De 20 a 24 de outubro ocorre o II Forum Latinoamericano de Fotografia.

Para quem não conseguiu se inscrever nos eventos, que serão gratuitos (já está encerrado), haverá transmissão ao vivo de atividades (workshops, debates, leitura de portfolio…) através do site http://www.forumfoto.org.br/.

A tabela de programação pode ser baixada no site, ou no link abaixo: http://www.forumfoto.org.br/wp-content/uploads/2010/06/calendario_forum1.pdf

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Rush in São Paulo 08/10/2010.

outubro 10, 2010

Rush tocou ontem no Morumbi. Mais de duas horas de música. Palco de arrebentar, som excelente, execução perfeita. Três músicos, uma orquestra inteira em cada instrumento. Geddy Lee inspiradíssimo, cantando ao vivo como em estúdio, baixo matador. Neil Peart concentrado e perfeito, do começo ao fim. Lifeson solando as Gibsons lindamente, fazendo a costura entre os dois loucos e temperando o som.

Abaixo o set-list – xerocado do http://rushfaclubebr.blogspot.com – tocado no show. Vou marcar com asteriscos as músicas que foram sensacionais e que elevaram meu espírito a um estado de regozijo supremo:

(*) 01. The Spirit of Radio
(*) 02. Time Stand Still (ao vivo pela última vez na Counterparts Tour – 1994)
(*) 03. Presto (jamais tocada ao vivo)
(*) 04. Stick It Out (ao vivo pela última vez na Test For Echo Tour – 1997)
(*) 05. Leave That Thing Alone (ao vivo pela última vez na Vapor Trails Tour – 2002)
(*) 06. Workin’ Them Angels
(*) 07. Faithless (jamais tocada ao vivo)
(*) 08. BU2B (nova canção – nunca tocada ao vivo)
(*) 09. Freewill
(*) 10. Marathon (ao vivo pela última vez na Presto Tour – 1990)
(*) 11. Subdivisions
(*) 12. Tom Sawyer
(*) 13. Red Barchetta
(*) 14. YYZ
(*) 15. Limelight
(*) 16. The Camera Eye (ao vivo pela última vez na New World Tour – 1983)
(*) 17. Witch Hunt
(*) 18. Vital Signs (ao vivo pela última vez na Vapor Trails Tour – 2002)
(*) 19. Caravan (nova canção – nunca tocada ao vivo)
(*) 20. Drum Solo
(*) 21. Alex Solo (inédito)
(*) 22. Closer to the Heart (ao vivo pela última vez na Vapor Trails Tour – 2002)
(*) 23. 2112 Overture / Temples of Syrinx
(*) 24. Far Cry
(*) 25. La Villa Strangiato (ao vivo pela última vez na R30 Tour – 2004)
(*) 26. Working Man (ao vivo pela última vez na R30 Tour – 2004)

Certamente, entrou para o meu Top 10 de melhores shows, já considerando todos os que eu já fui e irei.

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Vídeo em DSLR – Evolução.

outubro 4, 2010

É fato. O vídeo em High Definition já é uma realidade latente. Não se fala em outra coisa. Há uma revolução ocorrendo no mercado. Se tudo isso já não é mais novidade para os “prós” realmente atualizados, em pouco tempo também não será para os menos experientes.

As DSRL com recurso de filmagem chegaram com tudo. Se a Nikon lançou a primeira, a Canon veio na sequência com duas das principais vedetes de 9 entre 10 produtoras de vídeo atuais, as Canon EOS 5D Mark II e 7D. Filmes publicitários, eventos sociais, eventos esportivos, documentários autorais, temos visto de tudo. Coisas excelentes e coisas péssimas.

O motivo é um só. Qualidade de imagem. Resolução Full HD, muitas, muitas lentes, sensor 35mm (full frame), fazem uma combinação arrasadora. A qualidade que se obtém é tanta que chega a ser comparada (injustamente) à de uma filmadora RED, usada na indústria cinematográfica (o filme Chico Xavier, por exemplo), que custa a partir de U$ 25.000 (e mais o dobro disso em equipamentos para se poder filmar).

Porém, além de todo conhecimento técnico, são necessários uma gama de acessórios que suprem a principal deficiência das reflex a ergonometria. Shoulder, steadicam, follow focus, monitor, tripé, microfone… Nada disso é dispensável em uma boa produção, ainda que simples. E se alugar é caro, comprar, mais ainda.

Dessa forma, o caminho foi sendo trilhado e agora temos anúncios de filmadoras que chegarão no mercado, provavelmente no próximo ano, já apelidadas de “DSLR killers”. São câmeras com sensor 4/3, bem menores do que os sensores 35mm, mas maiores do que os atuais usados nas filmadoras profissionais mais acessíveis (v. o gráfico de sensores ao lado.

Terão baionetas de encaixe para lentes intercambiáveis (provavelmente as utilizadas nas marcas) e todos os recursos que um operador de vídeo precisa.

A meu ver, ainda não chegarão a substituir o filão que as DSLR abraçaram, mas certamente elas irão inaugurar uma nova etapa para as produções em vídeo. Provavelmente não produzirão a mesma qualidade de imagem que temos com uma 5D Mark II, mas será pouca diferença, e, afinal, serão FILMADORAS e não câmeras fotográficas. Que venham os testes!

As novas câmeras em questão foram anunciadas pela Panasonic, que já a batizou de AG-AF100 e a da Sony, anunciada ainda sem nome.

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Pixel Show 2010 – Quase lá.

setembro 29, 2010

Está chegando a hora do PIXEL SHOW 2010!

Pra nós, artistas e amantes da arte, é um evento singular e imperdível.

See you there!

“O Pixel Show é o primeiro evento brasileiro focado em criatividade: fotografia, ilustração, artes visuais, graffiti, moda, cinema, games, e também tecnologia. A conferência é organizada anualmente pela editora Zupi e marca uma trajetória de sucesso no Brasil, crescendo desde outubro de 2005.

Além das edições do Pixel Show São Paulo, em 2009 foi realizada a edição do PS em Salvador, para cerca de 1300 pessoas. E em abril de 2010 foi organizada a primeira edição do Pixel Show em Porto Alegre, um sucesso de público com mais de 6000 pessoas.

Em um circuito de palestras que apresenta cases e portfolios de renomados artistas brasileiros e internacionais, o Pixel Show visa discutir temas atuais sobre a arte moderna e o mercado de trabalho, inspirando e motivando jovens (e experientes) profissionais.

Paralelo às palestras, a Zupi oferece um espaço gratuito e aberto ao público com uma feira focada em ARTE, DESIGN, TECNOLOGIA E MODA, na qual empresas ligadas ao segmento artístico e tecnológico, ou mesmo outras vertentes, poderão apresentar seus serviços e produtos. Além disso, disponibiliza espaços para a realização do festival de animação e motion, exposições e painel para intervenção do público presente e de artistas convidados.”

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Video Lumin8 – Kosii.

setembro 14, 2010

Lançado hoje, pela Zupi TV, o video da grife Kosii realizado pela nossa produtora Lumin8, com o apoio da revista ZUPI. A direção de fotografia é de Alexandre Paoli (eu mesmo).

O vídeo demora a carregar, pois está e High Definition em qualidade superior. Deixe carregar tudo antes de assistir e tela cheia nele!

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Funny Gif

agosto 28, 2010

Um gifzinho animado que fiz com uma fotos antiiiiigas! Minha amiga “Maria” em 2004, no blackcomb.


Chegou o Novo Site.

agosto 28, 2010

Hoje é dia de festa! Pois, enfim, chegou a hora do lançamento do meu novo site! WWW.PAOLI.COM.BR.

O trabalho foi realizado pelo meu amigo Arthur Franco, do The Project, também fotógrafo, carioca, que desde fevereiro vem trabalhando comigo na idealização do projeto, design, adaptação, programação, ajustes finais. Tudo isso no meio da correria do dia a dia, que infelizmente nos toma mais tempo e energia do que gostaríamos.

Pois essa “idéia” do dia de 24h está muito ultrapassada. “Ora – diz meu amigo Edu (pooouco maluco) – já que inventaram o Red Bull, pra que dormir toda noite”. Hehehe… Graças a Deus ainda não estou nesse ponto (mesmo porque, como eu poderia gostar de energéticos, que têm gosto de suco de capim gordura com limão, vinagre e taturana).

Desde o princípio eu tive a idéia de ter um site objetivo, limpo, grande (para monitores grandes), com visual bonito e boa navegabilidade. Fiquei muito feliz com o resultado final e espero que meus visitantes gostem. Qualquer sugestão, por favor, não exite em me contatar. Obrigado!

 

Geeks are welcome

 

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Estou no Flickr!

agosto 26, 2010

Estou compartilhando algumas de minhas fotos de que gosto no meu novo Flickr. Algumas fotos foram feitas a trabalho, outras sem qualquer interesse comercial, ao menos de início.

Todas as imagens são protegidas. Muitas delas estão em bancos de imagem, ou são de clientes e todas são de minha autoria. Logo, NO MONKEY BUSINESS!!! :-D

No meu perfil do facebook estarei sempre dando o update de novas imagens.

Comecei com algumas da série “Land, Water & Air”, para trazer um pouco a paz desses lugares pra nossa loucura de SP.  Espero que gostem. É simples, mas é de coração. ;-)

Um grande abraço,

Paoli.

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Quanto Custa Trabalhar?

agosto 5, 2010

“Está caro!” Essa é a resposta que sempre se ouve, por mais que se cobre pouco por um trabalho fotográfico. Não está caro não! Está barato.

Antes de responder “está caro” (no caso do cliente), ou de se cobrar pouco, deve-se ter muitos elementos em conta. Um fotógrafo deve pensar como empresa, quando pensar em valores, não como “Mr. Fabulous Photographer”.

Leve em consideração:

- Uma empresa tem 1.000 gastos (fixos ou não) para se manter. Boa parte disso deve refletir de alguma forma no custo de um trabalho. Água, luz, telefone, estacionamento, condomínio, impostos, contador, patrimônio físico, funcionários, prestadores de serviço, veículos, marketing, publicidade, insumos, cursos. Citei 15 coisas,  faltam 985.

- Pensando em um job qualquer, temos: seguro de equipamento, gastos com equipamento nos dias das fotos – o que não é pouco a contabilizar: desgaste do equipamento, pilhas, lâmpadas, fitas, filmes (para quem ainda usa), manutenção – caso quebre qualquer coisa, um fio que arrebenta porque alguém pisou em cima, algo que se perde, o seu monitor que vai perdendo a cor pelo uso e dali dois anos  tem de ser trocado… Trabalhamos com coisas muito caras, não há como não se pensar nisso tudo.

- Fora os gastos com equipamentos em si, há os custos *do trabalho*, que não envolvem só os dias do trabalho, envolvem também o antes e o depois. Gastos com gasolina para ir em reuniões, buscar, levar coisas, fazer e entregar trabalho, reentregar trabalho, telefone e celular que são usados para falar com o cliente, alimentação, assistente e outros profissionais envolvidos no job, locações de equipamentos, locação de estúdio se o caso), mídias (CD, DVD, caixinhas), impressão – tinta e papel, armazenamento – espaço no HD que será perdido para guardar todos os arquivos (e HD não custa barato), etc.

- Considerando cada trabalho, do valor que se pede, haverá involuntariamente desconto de impostos. Se a empresa do fotógrafo já estiver aberta, será recolhido pelo SIMPLES. Senão, o valor do imposto poderá ser retido pelo cliente, ao se emitir um recibo de autônomo.

- Há os custos com site – criação, alimentação, manutenção, domínio, servidores, webdesigner (que às vezes cuida não só do site, mas do blog, social media, banco de dados…). O cliente lucra com isso tudo também, a cada vez que você divulga o produto dele no seu portfolio (ainda que o produto seja ele mesmo – modelos).

- E para quem não pensa corretamente na hora de cobrar, há o tempo no qual se trabalha para tal cliente, que está pagando “y”, que poderia estar sendo usado talvez para um outro cliente que te pagaria “3y”. Ou ainda, esse tempo poderia estar sendo usado para outras coisas que a curto, médio e longo prazo se revertem em uma empresa mais sólida, com mais giro e nome no mercado, como marketing, captação de novos trabalhos… Yes! Time is money!

Então, pense bem na hora de cobrar. Sai muito caro cobrar pouco e mais ainda cobrar nada.

Tome nota: aqui fala um PRO que já entrou em roubadas desse tipo. Sim, eu já errei e a maioria de  todos os pros consagrados de hoje também, mas acredite, ninguém precisa disso, nem mesmo o iniciante. Esse só precisa de preparo, e, só quando estiver preparado, comece a trabalhar como qualquer outro experiente e cobre o valor *justo*.

E se errar uma vez, duas, até três, não tem problema. Mais do que isso, vira doença crônica. Um bicho que cresce, rói o bolso da calça e estando furado vai ficar seeempre vazio.

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Bilbo e a Queda do Dragão.

julho 25, 2010

Sendo um bom fã de Tolkien, ilustrarei, de forma figurativa, um episódio lamentável que ocorreu comigo, em um de meus trabalhos dos últimos meses. Pelo que eu conheço do mercado, não é nada incomum. Muito pelo contrário, são fatos que qualquer artista enfrentou, está enfrentando, ou enfrentará em sua carreira. E agora aconteceu comigo, que sempre mantive uma relação especial com todos aqueles com os quais já trabalhei direta ou indiretamente (a maioria absoluta de todos os meus clientes e parceiros hoje são bons amigos). Nada de novo. Mas para nós, que somos do bem, é sempre uma surpresa desagradável.

Bilbo Bolseiro é um Hobbit. Hobbit são seres menores do que os anões, andam descalços, têm os pés peludos, gostam muito de comer, de dormir e vivem em tocas confortáveis, em paz, sem muitas aventuras. Bilbo, porém,  é um Hobbit diferente. Sai do Condado, a aldeia Hobbit onde vive, em busca de aventuras com o mago Gandalf e uma turma de anões.

No ápice das suas aventuras, Bilbo vai ao encontro de um dragão, chamado Smaug. Como a maioria destes seres, este é um dragão feroz e ganancioso. Passou eras acumulando fortunas saqueadas de reinos antigos e vive em uma montanha, exatamente em cima de toda essa descomunal quantidade de ouro e jóias roubadas. Raramente deixa seu tesouro e os poucos que tentaram lá entrar não voltaram para contar.

Smaug sabe muito bem o quanto tem e onde está cada peça de moeda sua. Sente o cheiro de ladrões a quilômetros de distância e é muito inteligente. Apesar disso, Bilbo, o Hobbit, resolve ajudar os anões na empreitada contra Smaug e ele próprio rouba uma das peças de ouro da pilhagem do dragão, apenas para demonstrar que apesar de pequeno, poderia enfrentá-lo.

Smaug fica furioso por ter sido provocado e após alguns outros fatos da história, decide destruir toda a vila de anões que vivem à volta de “sua” montanha. A batalha enfim ocorre…

Artistas, especialmente os que trabalham com imagem, são, na sua grande maioria, seres pacíficos. Vivem em seus locais de trabalho em paz, fazendo o que fazem de melhor, criando, às vezes sem qualquer conforto. Não têm muita disposição para “aventuras”, gostam de comer, de dormir e alguns andam descalços.

Um dia, todos que trabalham com arte, enfrentarão seus dragões. “Entes” gananciosos, ávidos por querer diminuir o valor moral do artista, em nome de ego, poder e dinheiro. Caberá aos pequenos mostrar-lhes que são mais fortes, melhores, mais inteligentes, mais criativos e até maiores.

Na realidade, estes seres ignóbeis agem dessa forma, exatamente por nada terem de valor. Não têm criatividade, não têm inteligência, não têm senso de cooperatividade e vivem pagando a conta de seus atos podres. Pagam caro, pois acham que suas artimanhas não são percebidas, quando na verdade estão sendo observadas de perto, exatamente pelos donos do “ouro” que querem roubar e por aqueles que, por mérito, são merecedores.

A “entidade” em específico da qual estamos falando, é incapaz, inescrupulosa, maldosa e fez de tudo para prejudicar a mim e ao meu amigo cliente. Mas o fim do livro já está escrito e nunca irá mudar. O dragão morre, por causa de sua ganância e de sua arrogância, os anões recuperam seu ouro e Bilbo volta satisfeito para casa, por tê-los ajudado (e bem recompensado). E no meu caso, o dragão está muito longe de poder ser comparado ao poderoso Smaug. Não é criativo, não sabe falar ou escrever direito, é covarde, mal sabe o que tem nas mãos, falta-lhe a mínima capacidade de raciocínio e é pequenininho, pequenininho…

Agora, peço-lhes licença, pois está na hora do lanche da noite!

Conversation with Smaug - Illustration by George Allen & Unwin

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